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Review | Filme A Troca / Intermediário do Diabo



Levando em consideração que estamos falando dos anos 80 e que muitos clássicos do cinema de terror foram produzidos mais ou menos nesta época, eu comecei a assistir "A Troca" (também conhecida pelo título Intermediário do Diabo) já com alguma expectativa. E, agora, eu posso dizer que o filme faz jus a cada um dos nove prêmios Genie (extinta premiação de cinema canadense equivalente ao Oscar norte-americano) que conquistou.

Para começar,  eu preciso falar sobre a incrível fotografia do filme, sobre os cenários, sobre as câmeras! Realmente as escolhas foram muito acertadas e estão em total harmonia com o clima de mistério que permeia o filme do início ao fim.

E o que dizer daquelas tomadas nas montanhas, do movimento das câmeras e dos enquadramentos que me fizeram mergulhar no filme como se eu estivesse dentro da tela, observando ao vivo e a cores o desenrolar da história.

ALERTA! SPOILERS À VISTA!

Sobre o enredo , os acontecimentos se passam na casa Chessman, uma antiga mansão que é alugada pelo compositor John Russell (George C. Scott) alguns meses após a trágica morte de sua esposa Joanna (Jean Marsh) e de sua filhinha Kathy (Michelle Martin) em um acidente nas montanhas. Então ele deixa Nova Iorque e se muda para Seattle a convite de um casal de amigos – os Lingstrom – a fim de recomeçar, dando aulas e palestras numa universidade e procurando um pouco de paz e inspiração para voltar a compor.

Claire Norman (Trish Van Devere), uma amiga dos Lingstrom que recentemente começou a trabalhar na Sociedade de Preservação Histórica, é quem oferece o aluguel da mansão a John, nada sabendo sobre a real história do imóvel.

Alguns dias após John se mudar para a casa e voltar a compor, ele começa a ouvir algumas batidas altas que sempre começam e param no mesmo horário da manhã. Mas, após uma verificação, o responsável pela manutenção da casa, o Sr. Tuttle (C. M. Gampel), atribui o som à tubulação que distribui o aquecimento pela casa.

Porém, dá para perceber que John Russell fica com a pulga atrás da orelha, ainda mais quando em uma noite ele chega em casa e escuta outros estranhos ruídos, como rosnados de um cão e descobre uma torneira aberta na pia da cozinha. Sem medo de ser feliz, ele fecha a torneira e ouve novamente um ruído estranho e mais barulho de água corrente, agora vindo do andar superior. Claro que ele vai investigar e então encontra a torneira de uma banheira aberta.

Alguém estaria pregando peças nele? Não podia ser, não depois daquilo que ele vê dentro da banheira e que o leva a investigar a história daquela casa com ajuda de Claire Norman.

Porém, eu adianto que somente após uma sessão espírita com uma médium, eles conseguem chegar a verdade que envolve um influente e muito querido senador norte-americano. E até que o filme chegue ao seu desfecho, ainda rolam muitas cenas de fazer pular da cadeira. Inclusive, tem uma que não posso deixar de citar, é uma que com certeza já vi em alguns outros filmes de terror lançados posteriormente a este.


Esta cena! Só que em câmera bem mais lenta


A trilha sonora refinada e sombria do filme foi composta por Howard Blake (que também trabalhou nas trilhas sonoras de Fome de Viver e Flash Gordon). Lançada em 2001 com uma tiragem de apenas 1000 cópias, atualmente está fora de catálogo (mas você pode ouvir aqui).

Conclusão: A Troca / Intermediário do Diabo é um filme que prende a atenção, que leva o espectador a tirar conclusões precipitadas sobre os personagens que pouco a pouco são acrescentados à trama.

Então, se você gosta desse tipo de filme cheio de surpresas, sustos, mistérios e uma pitada de terror sobrenatural, este é um filme para você.


Trailer não-oficial