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Conheça a verdadeira história do Bye Bye Man

Semana passada eu dei minha opinião sobre o filme que chegou aqui no Brasil como Nunca Diga Seu Nome, cujo título original é The Bye Bye Man. Apesar do filme ser ruim, a lenda que envolve a "entidade" chamada de Bye Bye Man, é até que bastante sinistra. Confira abaixo.


Mas quem raios é o Bye Bye Man? Por que ele fica de marcação com qualquer um que diga ou pense em seu nome? Qual é a relação entre as vítimas e o trem que aparecem no filme? E que diabos é aquele hellhound com quem ele anda? Essas são algumas das perguntas que não foram respondidas no filme (e por isso ele recebeu uma crítica tão pesada), mas que constam na história original.

O Bye Bye Man apareceu pela primeira vez em novembro de 2005, dentro de uma coletânea de contos e lendas urbanas escritos por Robert Damon Schneck. “The Bridge to Body Island” era o título do último conto dessa coletânea que apresentava a história do Bye Bye Man aos leitores e no final, o ponto de vista e pesquisas feitas pelo autor sobre o personagem central da história.

Ao final do conto, o autor explica que essa lenda tinha sido uma experiência que um amigo vivenciou e que ele achou digna de constar em sua coletânea.

De acordo com o autor, tudo aconteceu em algum lugar do Estado de Wisconsin, quando três amigos resolveram começar a brincar com uma tábua Ouija em novembro de 1990. Eles fizeram diversas “sessões”, onde conseguiram contato com diversas entidades durante algumas semanas. Foi então que elas começaram a contar sobre o Bye Bye Man, um homem que tinha nascido e crescido em algum lugar da Louisiana do século 20.

Bye Bye Man era albino e já naquela época sofria do que chamamos de bullying hoje em dia. A medida que ele foi crescendo e envelhecendo, ele começou a reagir e se vingar violentamente daqueles que haviam tratado ele tão mal por sua condição, por sua aparência. Segundo o que as entidades contaram, ele virou um assassino em série, fazendo suas vítimas em cada cidade que houvesse uma parada de trem, que era o seu meio de transporte favorito. Suas vítimas começaram a ser escolhidas aleatoriamente, mas todas elas eram assassinadas de forma brutal.

A criatura que parece um hellhound no filme, na verdade, teria características mais humanoides, mas sem deixar de ser um cão. Seu nome é Gloomsinger e ele é um ser feito de pedaços dos corpos das vítimas do Bye Bye Man. Como seus olhos e língua estão sempre se deteriorando, o Bye Bye Man sempre tem o cuidado de substitui-los por novos, de vítimas “fresquinhas”. Sobre o Gloomsinger, Robert Damon Schneck, diz que ele tem um papel “incerto, porém essencial” no conto, seja lá como for isso.

Sobre a habilidade do Bye Bye Man aparecer antes que qualquer pessoa sequer diga seu nome, o autor explica em seu conto que, segundo as entidades, ele acabou desenvolvendo habilidades telepáticas (oi?) que permitiam que ele percebesse quando alguém estava falando ou pensando nele (genial!). Gloomsinger localizava essas pessoas e o Bye Bye Man dava cabo delas.

Quanto à aparência do Bye Bye Man, ele é descrito com todas as características de uma pessoa albina, além de ter os cabelos longos, usar óculos escuros e ter uma tatuagem no pulso. Ele costumava vestir um casaco pea coat e usar um chapéu de abas largas, além de carregar os órgãos de suas vítimas em um saco de tecido ensanguentado. De acordo com Robert Damon Schneck, o Bye Bye Man seria tão medonho quanto o mais horrível aborto da natureza.

Infelizmente não vimos nada disso no filme. Na verdade, posso dizer que o filme é vagamente baseado nesse conto ou relato — já que o próprio autor, após minuciosa investigação sobre o mito, não conseguiu nem provar e nem descartar completamente a existência do Bye Bye Man.

Caso ainda não tenham lido a minha crítica (e acho que foi uma das mais duras que já fiz na vida deste blog) e estejam curiosos, basta clicar neste link para abrir em outra janela em seu navegador.