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Vale a pena assistir | Hush: A Morte Ouve (2016)

Hush: A Morte Ouve é um filme de 2016 dirigido por Mike Flanagan que conta a história de uma jovem escritora que perdeu a audição e que mora sozinha em uma casa no campo. Achei que era mais um daqueles filmes de suspense-terror no melhor estilo “estou sozinha em casa e tem um cara tentando entrar e me matar”, bem clichê, mas acabou sendo uma grande surpresa. Vem comigo que eu explico o porquê.



Então, eu não me lembro da época em que esse filme chegou aos cinemas e olha que nem faz muito tempo assim, mas eu tive a oportunidade de assisti-lo hoje. E eu devo dizer que entrou para a minha lista de filmes de suspense/terror psicológico favoritos (o que vocês já devem ter percebido que é algo beeeeeeeeeeeeeem difícil de acontecer).

A sinopse na Netflix diz: "A escritora Maddie prefere a solidão e é surda. Quando um homem mascarado surge em sua janela, serão desvantagens a superar em tempo recorde. Ou não? "

Kate Siegel interpreta Maddie, uma jovem escritora surda que resolveu se isolar em uma casa de campo. Ela tem amizade com sua vizinha mais próxima, Sarah (Samantha Sloyan), que é casada com John (Michael Trucco) e mantêm contanto com amigos e familiares através da internet.

Tudo parecia estar caminhando muito bem até que certa noite um homem mascarado (mas não por muito tempo) surge à sua porta. E então inicia-se um verdadeiro jogo de caça e caçador, já que a intenção do assassino é causar o máximo de terror em Maddie, antes de entrar na casa e dar cabo de sua vida.

Parece clichê, mas já começamos pela originalidade das armas que o assassino usa. Ok, ele tem uma faca, mas sua arma preferida é uma besta. Sim, uma besta. Por aí já dá para perceber que ele gosta de caçar suas vítimas.

Alguns dos outros e vários pontos positivos do filme que eu gostaria de salientar são as brilhantes atuações de Kate Siegel e John Gallagher Jr (que interpreta o assassino), o jeito como o filme foi desenvolvido a manter a tensão, o suspense, com pitadas de terror psicológico e sadismo puro, sem cair no lugar no comum e sem mandar a coerência para os quintos dos infernos. Outro ponto positivo é que Maddie foi uma personagem bem pensada. Não é do tipo que vai ficar tendo crises nervosas e ataques histéricos, fazendo coisas estúpidas e incoerentes, sem pensar duas vezes, sem pensar nas consequências, mesmo em pânico. Ela é incrivelmente calculista, provavelmente por ter “mente de escritora”, como sua mãe costumava dizer. Não que ela não cometa nenhum erro, mas podem ser facilmente justificados.

E cá para nós eu me amarro em personagens femininas que tem esse instinto de sobrevivência, que usam o cérebro e lutam pela sua vida.

Outro lance legal em Hush: A Morte Ouve é que os efeitos audiovisuais fazem com que você se sinta na pele dos personagens, especialmente porque ela não ouve, não pode ser ouvida e não se ouve, mas, o assassino pode ouvi-la. Parece um problema, não? Bom, realmente parece, mas... Nah, eu não vou dar spoiler aqui (não desta vez).

O único ponto que eu achei que poderia ter sido mais explorado e que não ficou muito claro foi a história de fundo do assassino mascarado, mas todos os outros pontos positivos com certeza amenizaram essa pequena falha no roteiro.

Quanto a ficha técnica, além da direção de Mike Flanagan (Ouija: A Origem do Mal; O Sono da Morte; O Espelho), que também trabalhou no roteiro com sua esposa e atriz principal Kate Siegel (Ouija: A Origem do Mal; O Espelho; A Brasileira), Hush: A Morte Ouve conta com a produção de Jason Blum (fundador e CEO da Blumhouse Productions) e trilha sonora do The Newton Brothers (esses caras são o máximo!).

Trailer legendado: