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John Wayne Gacy, o verdadeiro Palhaço Assassino (Parte 2/2)

E cá estou para dar continuidade à grotesca história do terrível John Wayne Gacy, vulgo Palhaço Assassino, e registrá-la de uma vez por todas aqui. Muito se foi dito sobre John Wayne Gacy, mas quando eu comecei a pesquisar melhor esse caso, eu percebi que era ainda mais abominável do que algumas fontes haviam relatado. 

O primeiro assassinato

Porém, poucos meses antes de se casar com Carole, John resolveu dar carona para um garoto de 16 anos chamado Timothy Jack McCoy, que estava pronto para passar a noite no terminal de ônibus, onde esperava pegar um ônibus no dia seguinte que o levaria até Omaha. John o levou para sua casa, prometendo que ele poderia passar a noite lá e no dia seguinte o levaria de volta ao terminal a tempo de pegar seu ônibus. Acontece que as coisas não saíram muito como o garoto planejava e na manhã seguinte, ele acabou sendo espancado e esfaqueado até a morte por John, que enterrou seu corpo no porão da sua casa.

Pogo, o palhaço

Em 1971, John Wayne Gacy, ficou noivo da sua segunda esposa, Carole Hoff, com que se casou em julho de 1972. O casal e as duas filhas do primeiro casamento de Carole foram morar juntos em uma casa que havia sido financiada pela mãe de John em Norwood Park Township, uma pequena área não incorporada ao condado de Cook, Illinois. Ele parou de trabalhar como cozinheiro no restaurante e abriu seu próprio negócio na área de construção e reformas.

No final de 1975, John juntou-se a uma trupe de palhaços chamado Jolly Jokers, cujos membros – vestidos de palhaços – se apresentavam em eventos beneficentes, além de visitarem crianças hospitalizadas.

Pogo, o Palhaço
Foi o próprio John quem criou os seus personagens, Pogo e Patches, desenhou suas fantasias e criou a sua maquiagem. A partir de então, ele passou a atuar em várias festas de partidos políticos locais, eventos beneficentes e hospitais infantis. Era realmente muito querido por todos. Só achavam meio esquisito quando ele chegava a um bar local, vestido ainda com sua fantasia de palhaço e pedia uma bebida. Ao ser questionado, ele logo alegava que tinha acabado de chegar de algum evento e estava apenas fazendo uma rápida parada para beber algo antes de ir para casa – ou fazer a sua próxima vítima.

Sim, porque nessa época em que se juntou à trupe de palhaços, ele já tinha feito mais uma vítima, um garoto não identificado que ele estrangulou e enterrou numa cova profunda em seu quintal.

Em julho de 1975, o palhaço assassino fez outra vítima fatal. John Butkovitch tinha apenas 17 anos e era um dos jovens funcionários da construtora de Gacy. Foi com a desculpa de pagar as duas semanas de pagamento atrasado que devia a garoto que John atraiu o atraiu para a sua casa, aproveitando que sua esposa e enteadas tinham viajado para visitar familiares no Arkansas. Acho que não é necessário dizer que de lá o garoto nunca mais saiu com vida, não?

O divórcio e o início da matança em série

Carole Hoff, suas duas filhas e John Wayne Gacy
Em outubro daquele ano, após ter descoberto toda a coleção de pornografia homossexual que seu marido guardava e ter ouvido de sua própria boca que ele era bissexual, Carole pediu o divórcio. John concordou com sua esposa, porém continuaram vivendo sob o mesmo teto até fevereiro do ano seguinte, quando ela conseguiu um apartamento, aonde foi viver com suas filhas.

Dali para frente, a casa de John virou um verdadeiro matadouro. Entre abril de 1976 e dezembro 1978, ele estuprou, espancou e matou 31 jovens garotos, enterrando todos os corpos sob a área de encanamento de sua casa, sob o concreto da garagem ou simplesmente jogando os corpos no rio Des Plaines. Atraia jovens à sua residência com promessas de emprego com bons ganhos ou se passando por policial com um distintivo falso. Lá, ele persuadia os jovens a participarem de truques que havia aprendido na sua época de palhaço e assim conseguia os algemar, para nunca mais os soltar.

Fim da linha

Com o passar do tempo, como acontece com muitos criminosos em série, John começou a ficar descuidado. Nem todos os garotos que ele abordava, entravam no carro dele por livre e espontânea vontade. E a autoconfiança de John era tão grande, ele se achava tão acima da lei e tão esperto, que ele não se dava ao trabalho de matar todas suas vítimas. Sim, isso mesmo! Após estuprar e torturar alguns jovens, ele simplesmente os libertava, porque sabia que era um cidadão modelo e que jovens, bom, jovens mentem. Muitas acusações contra ele foram arquivadas por falta de provas.

Robert Piest
A casa começou a cair quando em 11 de dezembro de 1978, John visitou uma farmácia em uma cidade vizinha chamada Des Plaines, com o propósito de discutir uma reforma com o proprietário da loja, Phil Torf. Robert Piest era um garoto que trabalhava meio período na farmácia e quando John o viu, fez questão de que ele ouvisse que ele também tinha jovens empregados e costumava pagar US$5 por hora a eles, o que era quase o dobro do que Robert ganhava.

Depois de John deixar a farmácia, Robert disse à sua mãe que um empregador queria falar com ele sobre uma oportunidade de trabalho e então também deixou a loja, prometendo voltar em breve. O garoto não voltou em breve e nem no dia seguinte. Sua família abriu um registro de pessoa desaparecida na delegacia de Des Plaines. Após alguns depoimentos, Phil Torf informou aos policiais que o empregador a quem Robert havia se referido, era John Wayne Gacy.

Claro que ele negou ter oferecido qualquer emprego ao garoto ou ter qualquer relação com o sumiço de Robert. Mas a polícia estava no pé dele agora, era muita coincidência e então, começaram a investigar o seu passado e descobriram o quão sombrio ele era. As acusações arquivadas, a prisão em 1968, a infidelidade com suas esposas e o quanto de ligações que ele tinha com diversos garotos que estavam desaparecidos há mais de um ano.

O cerco se apertou e a mente doentia de John Wayne Gacy não resistiu. Ele acabou confessando seus crimes para os seus próprios advogados. Ele estava tão exausto que acabou adormecendo no meio da confissão e foi acordar horas depois. Então ele deixou o seu escritório e foi despedir-se de alguns amigos, sabendo que a prisão agora era inevitável. Ele, inclusive, visitou o cemitério onde seu pai havia sido enterrado há quase 10 anos atrás. Enquanto isso, os policiais e peritos faziam uma busca minuciosa na casa de Gacy e encontravam um pequeno cemitério sob a casa dele.

Local onde a maioria dos corpos foram encontrados

John fez um diagrama com a localização dos corpos de todos os garotos e contou que havia jogado cinco no rio Des Plaines, quando o espaço naquela área abaixo de sua casa já havia sido completamente preenchido pelos outros corpos.

Após a exumação de todos os cadáveres e a prisão de John, a casa onde tantos crimes cruéis haviam acontecido, foi demolida.

John Wayne Gacy foi a julgamento em 1980 e então sentenciado há 12 penas de morte e 21 prisões perpétuas. Ele permaneceu encarcerado por 14 anos, até receber a injeção letal em 10 de maio de 1994. Durante esse período na prisão, deu uma centena de entrevistas e produziu uma porção de quadros, muitos dos quais o retratava vestido como Pogo.

As obras foram a leilão após a sua morte e algumas delas foram arrematadas apenas para serem destruídas em uma fogueira pública que contou com a presença de familiares das vítimas.

Mas, mesmo assim, seu caso jamais poderá ser esquecido. A ideia de que um ser tão monstruoso como John Wayne Gacy um dia andou sobre a terra é horripilante por si só e faz com que muitos se questionem se conhecem realmente bem aquele seu colega de trabalho tão legal e de bem com a vida, aquele vizinho sempre prestativo e até mesmo aquele candidato que parece ter uma vida completamente reta.

Quem sabe? Quem poderia saber? Como poderiam imaginar?

Então, mantenham os olhos bem abertos, fiquem espertos e nos encontramos no próximo post.