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Os Fantasmas de Pripyat

Como dito na postagem anterior, 36 horas após a explosão do quarto reator da Usina Nuclear de Chernobyl, em 26 de abril de 1986, as autoridades começaram a evacuar as cidades mais próximas. Pripyat é uma das cidades que foram abandonadas. Ou mais ou menos abandonadas.


Bom, existe uma boa quantidade de relatos sobre eventos que aconteceram após a evacuação da cidade que me levam a crer que Pripyat poderia ser enquadrada em todas as listas das cidades mais assustadoras do mundo.

Eu não sei quanto a você, meu leitor, mas olhando para as fotos de Pripyat abandonada, das ruas e prédios, eu tenho aquela sensação paranoica de estar sendo observada. É difícil de explicar e até mesmo pode soar como loucura, mas eu soube que não sou a única a sentir essas sensações e muitas das pessoas que conseguiram permissão para fazer algum tipo de gravação ou tour pela cidade, sentiram a mesma coisa – ou pior, viram algo que não conseguiram deixar de relatar para amigos e estudiosos de fenômenos paranormais.

É de Andrei Kharsukov, físico nuclear, um desses relatos.

Segundo Andrei, eram por volta de 7h30 de uma manhã de 1997 quando ele chegou próximo à porta da sala que dá acesso ao sarcófago do reator 4 (onde ocorreu a explosão). Mas, como os níveis de radiação estavam muito altos naquele local, ele achou prudente não se arriscar a entrar. Porém, enquanto ele lia as medições no seu contador Geiger, escutou os pedidos de socorro de um homem que dizia estar preso lá dentro em meio a um incêndio.

Andrei imediatamente saiu correndo atrás de alguém que pudesse ajudar, pensando que talvez alguém da sua equipe pudesse ter se antecipado e ficado preso ali. Porém, ao encontrar os outros membros da equipe e explicar o que havia acontecido, acharam que era brincadeira ou que ele havia tido algum tipo de alucinação. Por quê? Porque há anos ninguém entrava sequer na sala onde ele havia estado e ouvido os tais pedidos de socorro. Além do mais, se alguém tivesse conseguido driblar as câmeras de vigilância, um alarme soaria à menor tentativa de abertura mecânica da porta e isso não havia acontecido.

Sala de Controle do Reator nº4 da Usina Nuclear de Chernobyl, anos após a explosão
Como se não bastasse, na noite daquele mesmo dia, quando Andrei e seus colegas estavam jantando, sentados do lado de fora da usina, observaram uma luz forte como de um holofote acender-se dentro da sala do reator. Não havia ninguém lá dentro que pudesse ter ligado qualquer iluminação, muito menos forte daquele jeito. Perceberam também que pouco depois houve uma oscilação de energia ou algo parecido acontecendo lá dentro, algo sem qualquer explicação lógica. Quando um dos membros da equipe levantou-se para ir investigar o que acontecia, a luz apagou. E então nem ele e nem seus colegas resolveram esperar para ver se acontecia novamente.

Muitos outros relatos foram feitos por alguns turistas que conseguiram permissão para acessar a cidade (devidamente acompanhados por um guia autorizado, claro). Normalmente esses relatos são sobre a aparição de crianças nos corredores e salas dos prédios residenciais, assim como próximo ao parque de diversões (que nunca foi inaugurado).

Outro fato facilmente observável em muitas fotos e que causa estranheza, além de uma dose de arrepios é a quantidade de brinquedos que são encontrados em determinadas salas e quartos de diversos prédios, incluindo hospitais e escolas. É como se alguém estivesse os coletando e transformando essas áreas vazias em quartos para entreter as crianças. Mas, quem estaria fazendo isso? E para quais crianças? Creeeeepy!


Turistas também relatam breves aparições em determinados locais do que pareciam ser equipes médicas e de bombeiros. Bom, sabe-se que os primeiros bombeiros que acessaram a usina logo após a explosão, não sabiam que estavam lidando com um acidente nuclear e morreram poucas horas ou dias após atenderem o chamado para controlar as chamas. Também é conhecida a história daqueles que ficaram conhecidos como “liquidadores”, que foram milhares de pessoas que foram convocadas em diversos momentos para auxiliar a minimizar os efeitos dessa tragédia, mesmo que isso significasse abrir mão de sua própria vida.

Mas, ao que parece, alguns deles ainda continuam por lá...

Sinistro e ao mesmo tempo triste, não é mesmo? Mas e se eu dissesse que pouco antes do acidente nuclear de Chernobyl, moradores alegaram ter visto um grande pássaro negro com características humanas sobrevoando a cidade e que após o acidente, o mesmo nunca mais foi visto?

E é sobre esta figura que falarei na próxima postagem.