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Tabuleiro Ouija | Origem e um pouco de história

Já faz quase uma década que o Tabuleiro Ouija (também conhecido como Tábua Ouija) virou febre entre os alternativos e ponto de atenção de pessoas que tem curiosidade em saber se realmente elas podem transmitir mensagens do mundo espiritual. Mas, como foi que os Tabuleiros Ouija, no formato que conhecemos hoje, surgiram? 


Primeiramente, o Tabuleiro Ouija é um objeto que se encaixa no grupo dos artefatos chamados de tábuas falantes (ou tábuas que falam). Esse termo foi criado para designar uma tábua onde estão escritos números e letras que, durante a sessão, são indicadas por um ponteiro, que por sua vez é movido pelo espírito, deidade ou entidade que quer se comunicar (obviamente com a ajuda de um médium ou de alguém que tenha se aventurado a tentar contatar o mundo espiritual).

Essa tábua ou tabuleiro, ao longo dos séculos, recebeu uma porção de nomes: tábua dos espíritos, tabuleiro das bruxas e, mais recentemente, tábua de canalização. Porém, sem dúvidas, Tabuleiro Ouija é o termo que ficou mais conhecido para designar essa espécie de “messenger” daqueles que não tem um corpo.

PORÉM...

Antes de continuar, gostaria de deixar claro meu ponto de vista sobre esse assunto. Muitos estudantes de ocultismo e/ou espiritualismo em geral, tem suas teorias sobre as origens desse artefato. Alguns dizem que ele foi utilizado em tempos imemoráveis na China, na Grécia, em Roma... Cada um tem a sua teoria e eu não duvido de forma alguma que meios de comunicação com o mundo espiritual existiam desde épocas remotas.

Por outro lado, eu penso que, por exemplo, uma mesa falante e um pêndulo não são as mesmas coisas que um Tabuleiro Ouija. A mesa criada por Pitágoras, não era um Tabuleiro Ouija, ainda que tivesse a mesma finalidade e fosse muito semelhante.

Sendo assim, após algumas pesquisas que fiz sobre as origens desse tipo de comunicador, cheguei à conclusão que o formato que conhecemos hoje do Tabuleiro Ouija nada mais é do que a evolução desses outros métodos utilizados no passado, em outros artefatos com a mesma finalidade. 

Tais métodos foram mantidos em certo sigilo até o surgimento do movimento espiritualista, lá em 1848. Não foi um simples surgimento, cá para nós. Após as irmãs Fox ficarem conhecidas por terem se comunicado com o mundo espiritual através de batidas, meus leitores, todo mundo queria se comunicar com seus entes queridos que já tinham passado dessa para uma melhor.  

Bom, o espiritualismo virou febre nos Estados Unidos e na Europa. Fazer uma sessão espírita era a coisa mais natural do mundo e você encontrava um médium (ou alguém que se aproveitava do frenesi para se passar por médium) em cada esquina.

Então, esses indivíduos únicos, chamados de médiuns (chamados assim por serem mediadores entre esses dois mundos), descobriram algumas outras formas bastante interessantes de conseguirem transmitir as mensagens ditadas pelos espíritos.

As mesas giratórias (também conhecidas como mesas que falam, mesas que batem e mesas girantes) eram uma dessas formas, mas também eram consideradas muito barulhentas, porque assim que o médium conseguia contato espiritual, a mesa se inclinava e se movia, batendo no chão a cada letra do alfabeto chamada. Acreditem, mensagem inteiras foram soletradas dessa forma. 


Não tinha condições, não é, gente? Foi daí que começaram a procurar algo menos barulhento. A ideia era se comunicar com os espíritos e não desencarnar os encarnados que poderiam ter um piripaque com tanto barulho. 

Então, começaram a usar uma cestinha que media de 15 a 20 centímetros de diâmetro com um lápis transpassado pelo seu fundo e com a ponta para fora e para baixo. Colocava-se um papel debaixo da ponta da caneta e então o médium tocava a cesta, estabelecia contato com o outro lado e o espírito tratava de mandar toda a mensagem lá do além, que era rabiscada pela caneta diretamente no papel. 

Lá em 1860, essa cesta evoluiu para um outro tipo de mecanismo de psicografia (ou escrita automática, como queiram chamar), a Planchette. A Planchette era uma prancheta de madeira em forma de coração, com dois rodízios debaixo dela e um furo onde era colocado uma caneta ou lápis.

Complicado de imaginar? Seguem imagens!


Bom, já devem ter percebido que o formato da Planchette parece um tanto familiar, não? Pois bem, logo descobriram que além de escrever mensagens, a pequena prancheta servia também como um ponteiro. Esse método caiu em desuso porque era dificílimo decifrar as mensagens escritas no papel (colocado sob ela), porque a ponta da caneta não deixava de tocar o papel em nenhum momento, até o fim da mensagem.

Então, foi somente em 1890 que o empresário Elijah J. Bond teve a ideia de patentear uma nova prancheta vendida com um tabuleiro no qual havia um alfabeto gravado, números de 0 a 9, além das palavras sim, não, olá e adeus. 

De acordo com Charles Kennard (fundador da Kennard Novelty Co., empresa que fabricou os primeiros tabuleiros criados por Elijah Bond), a palavra Ouija surgiu durante uma sessão em que ele, Elijah Bond e sua cunhada, usaram a prancheta e o tabuleiro. As letras O-U-I-J-A foram indicadas pelo ponteiro e ao perguntarem o que aquela palavra significava, o espírito com quem haviam conseguido contato teria soletrado que significava apenas boa sorte.

Porém, há quem diga a origem da palavra Ouija seja apenas a junção dos vocábulos que significam “Sim” em francês e alemão, Oui (francês) + Ja (alemão). 

Muito tempo passou e atualmente, Tabuleiro Ouija, é nome de marca registrada pela Hasbro, uma das maiores empresas de jogos e brinquedos do mundo. Como isso aconteceu, bom, aí é história para um próximo post.

Então, eu espero que tenham curtido esse resuminho básico sobre como surgiu o Tabuleiro Ouija no formato que conhecemos e que temos visto em tantos filmes de terror da última década. Se curtiram, deixem um like lá na página no Facebook ou um comentário aqui embaixo.